IT-30 do CBMMG: condomínios com carregadores de veículos elétricos precisarão de projeto único de mobilidade elétrica

A instalação de carregadores para veículos elétricos em condomínios está entrando em uma nova fase em Minas Gerais. Com a atualização da IT-30 do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a infraestrutura de recarga passa a ser tratada de forma integrada, considerando não apenas o carregador ou a vaga individual, mas o conjunto da instalação elétrica destinada à mobilidade elétrica.

Um ponto importante para síndicos e administradores é que essa exigência não depende da localização dos medidores de energia. Seja em condomínios com medidores concentrados no hall, seja em empreendimentos onde os medidores estão instalados na garagem, a implantação de sistemas de recarga deve ser planejada por meio de um projeto único de mobilidade elétrica, considerando a edificação como um todo.

Medidores no hall ou na garagem: o projeto precisa ser integrado

A posição dos medidores não elimina a necessidade de planejamento global. O projeto deve avaliar a infraestrutura elétrica existente, a capacidade disponível, a demanda das unidades, os quadros elétricos, os caminhos dos circuitos, a proteção dos equipamentos e a expansão futura dos pontos de recarga.

Isso é especialmente importante porque a instalação de um carregador hoje pode representar apenas o início de uma demanda maior no condomínio. Se cada morador instalar seu carregador de forma independente, sem uma estratégia técnica comum, podem surgir problemas de sobrecarga, falta de capacidade, alterações improvisadas na infraestrutura e dificuldade para futuras ampliações.

Por isso, a mobilidade elétrica deve ser tratada como uma infraestrutura condominial planejada, e não como uma instalação isolada de cada vaga.

O que deve ser considerado no projeto único?

O projeto de mobilidade elétrica deve avaliar, entre outros pontos:

– levantamento da infraestrutura elétrica existente;

– estudo de demanda e capacidade disponível;

– definição dos pontos de conexão;

– dimensionamento dos circuitos e alimentadores;

– dispositivos de proteção;

– aterramento e proteção contra surtos;

– rotas de eletrodutos, eletrocalhas e demais infraestruturas;

– localização e quantidade de carregadores;

– possibilidade de expansão futura;

– sistema de gerenciamento e balanceamento de carga;

– critérios de desligamento de emergência;

– integração com as medidas de segurança contra incêndio;

– documentação técnica e responsabilidade profissional.

Por que não fazer um projeto para cada morador?

Imagine um condomínio com 100 apartamentos e apenas cinco moradores interessados em instalar carregadores atualmente.

Pode parecer mais simples fazer cinco projetos individuais. Entretanto, se outros moradores quiserem instalar carregadores nos próximos anos, a infraestrutura poderá atingir rapidamente sua capacidade.

Com um projeto único, o condomínio consegue definir desde o início uma estratégia de crescimento da mobilidade elétrica, estabelecendo a infraestrutura, os limites de carga, os critérios de distribuição e a tecnologia de gerenciamento que poderão atender às futuras instalações.

Isso reduz retrabalho, evita soluções improvisadas e proporciona maior controle para o condomínio.

A mobilidade elétrica precisa ser planejada para o futuro

A instalação de carregadores não deve ser analisada apenas pelo consumo de um veículo elétrico. É necessário considerar simultaneamente a demanda das unidades consumidoras, áreas comuns, elevadores, bombas, sistemas de climatização, iluminação e demais cargas existentes.

Por isso, o estudo de demanda é uma das etapas fundamentais do projeto.

Em condomínios com muitos carregadores, soluções de smart charging podem permitir o gerenciamento da potência disponível, evitando que todos os veículos sejam carregados simultaneamente em sua potência máxima.

G2 Energia: projeto de mobilidade elétrica de forma integrada

A G2 Energia atua no desenvolvimento de projetos de infraestrutura para mobilidade elétrica em condomínios, considerando a instalação atual e a expansão futura dos carregadores.

Nossa abordagem integra engenharia elétrica, estudo de demanda, dimensionamento da infraestrutura, adequação às normas técnicas, sistemas de gerenciamento de carga e requisitos de segurança para que o condomínio tenha uma solução organizada, segura e preparada para o crescimento da mobilidade elétrica.

Se o seu condomínio possui medidores no hall ou na garagem, o caminho é o mesmo: planejar a mobilidade elétrica como uma infraestrutura única, e não como instalações isoladas por vaga.

Fale com os especialistas da G2 Energia e avalie a melhor estratégia para preparar seu condomínio para a mobilidade elétrica.

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