A mobilidade elétrica deixou de ser tendência e virou realidade. Cada vez mais moradores chegam à assembleia perguntando:
“Posso instalar um carregador na minha vaga?”
Mas antes de falar em aumento de demanda, custos ou rateios, existe uma pergunta técnica essencial:
O quadro elétrico do condomínio tem espaço e capacidade para receber pontos de recarga?
Essa é, sem exagero, uma das maiores dores hoje dentro dos condomínios. Síndicos, administradoras e conselhos fiscais se veem no meio de discussões técnicas, jurídicas e financeiras — e, quando o tema não é tratado com critério técnico, o conflito interno é quase inevitável.
Tudo começa no quadro elétrico do condomínio.
A grande maioria dos prédios foi projetada em uma época em que a demanda elétrica era completamente diferente da atual. A infraestrutura foi dimensionada basicamente para atender iluminação das áreas comuns, elevadores, bombas hidráulicas, portões automáticos e sistemas de segurança. E funcionava muito bem… para aquela realidade.
O problema é que essa estrutura não foi pensada para suportar múltiplos carregadores de veículos elétricos operando simultaneamente na garagem.
Quando surge a solicitação de recarga elétrica, não se trata apenas de “puxar um cabo” ou instalar um novo disjuntor. É necessário avaliar tecnicamente pontos fundamentais da instalação, como o Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT), a forma como a energia está distribuída para as prumadas e os quadros de distribuição da própria garagem.
Se o quadro estiver totalmente ocupado, sem módulos disponíveis para novos disjuntores, a solução pode exigir uma readequação técnica do sistema. E isso envolve análise de demanda, verificação de capacidade instalada, possíveis ampliações de barramento e até revisão da demanda contratada junto à concessionária.
Ignorar essa etapa técnica pode gerar sobrecarga, disparos constantes de proteção, risco elétrico e, principalmente, desgaste interno entre moradores.
Por isso, antes de qualquer decisão em assembleia, o caminho mais seguro é sempre o mesmo: diagnóstico técnico, dados reais e planejamento estruturado. No quadro elétrico é onde tudo começa e é ali que a decisão precisa ser tomada com responsabilidade.
Principais limitações encontradas em condomínios
Em análises técnicas realizadas em condomínios, os cenários mais comuns são:
– Falta de espaço físico para novos disjuntores;
– Barramentos operando próximos do limite;
– Ausência de reserva técnica no projeto original.
– Quadros antigos e desorganizados.
É nesse momento que muitos síndicos preferem barrar a instalação por receio de comprometer a segurança elétrica do prédio.
E esse cuidado faz sentido.
Mas bloquear não é a única alternativa.
Smart Charging: quando o quadro parece não ter espaço
Quando o espaço físico é limitado ou a capacidade instalada já está próxima do limite, a solução não é, necessariamente, ampliar toda a infraestrutura elétrica do condomínio. Com a tecnologia de Smart Charging, é possível instalar múltiplos pontos de recarga com controle centralizado, definir um limite máximo de potência global e garantir que o QGBT opere dentro de um patamar seguro.
Na prática, o sistema gerencia automaticamente a potência disponível, distribuindo a energia entre os veículos conectados de acordo com a capacidade elétrica instantânea da instalação. Quando a demanda atinge o limite estabelecido, os carregadores entram em modo de fila, priorizando os veículos conectados primeiro; à medida que há liberação de carga, os próximos passam a receber potência de forma automática, sempre respeitando a demanda contratada e evitando qualquer risco de sobrecarga ou ultrapassagem.
Dessa forma, a recarga deixa de ser um acréscimo desordenado de carga e passa a ser uma solução controlada, previsível e tecnicamente segura. Para garantir conformidade normativa e resguardar o condomínio e o síndico, todo o sistema deve ser formalizado por meio de laudo técnico com a devida responsabilidade técnica (ART).
O que o síndico precisa exigir antes de aprovar
Antes de qualquer autorização em assembleia, o síndico deve verificar:
Há espaço físico no quadro elétrico?
A infraestrutura suporta a carga adicional?
Existe projeto elétrico com ART?
O sistema prevê medição individualizada?
Existe controle de demanda para evitar sobrecarga?
Sem essas respostas técnicas, a instalação pode gerar risco elétrico, conflitos internos e até responsabilidade civil futura.
Benefícios de fazer do jeito certo
Quando a recarga é estruturada com engenharia adequada, o condomínio passa a operar com segurança elétrica real, preservando toda a infraestrutura existente e garantindo transparência na cobrança individual de cada usuário. Além disso, promove valorização imobiliária, demonstra visão de futuro e se prepara de forma organizada para o crescimento natural da frota elétrica, evitando decisões improvisadas que podem gerar sobrecargas, conflitos internos e custos muito maiores lá na frente.
Comece pelo diagnóstico técnico: estrutura técnica para síndicos que querem segurança com a G2 Energia
A G2 Energia atua na implantação de infraestrutura para recarga elétrica em condomínios, realizando:
– Diagnóstico elétrico completo;
– Estudo de capacidade instalada;
– Definição de solução técnica;
– Projeto elétrico conforme normas técnicas;
– Implantação de Smart Charging;
– Emissão de ART.
Nosso objetivo é permitir que o condomínio ofereça recarga individual segura, mesmo quando o espaço no quadro elétrico é limitado.
Se você é síndico ou faz parte da administração condominial e quer entender se o seu prédio está preparado para a mobilidade elétrica, o primeiro passo é uma análise técnica.

