É muito comum ouvir que um equipamento “queimou do nada”. Mas, do ponto de vista técnico, isso quase nunca é verdade. Equipamentos elétricos e eletrônicos normalmente falham porque, ao longo do tempo, estão sendo submetidos a uma energia fora dos padrões adequados. A queima é apenas a consequência final de um problema que já vinha se formando.
1. O que significa qualidade de energia
Qualidade de energia é o quanto a energia fornecida se mantém dentro dos parâmetros corretos de tensão, frequência e forma de onda. Quando esses parâmetros são respeitados, os equipamentos operam de forma estável e com vida útil próxima ao que o fabricante projetou. Quando não são, o sistema começa a sofrer silenciosamente.
2. Sobretensão e subtensão não são eventos raros
Variações de tensão acontecem com muito mais frequência do que se imagina. Subtensão faz motores trabalharem forçados, aumentando corrente e temperatura. Sobretensão estressa isolação, fontes e componentes eletrônicos. Em ambos os casos, o equipamento pode até continuar funcionando, mas já está se degradando internamente.
3. Surtos elétricos causam danos invisíveis
Surtos elétricos são picos rápidos de tensão, geralmente provocados por descargas atmosféricas ou manobras na rede. O erro comum é achar que, se o equipamento não queimou na hora, ele está protegido. Na prática, muitos surtos causam microdanos cumulativos, reduzindo drasticamente a vida útil dos componentes eletrônicos.
4. Harmônicas distorcem a energia e aquecem o sistema
Cargas modernas, como inversores de frequência, UPS, fontes chaveadas e equipamentos de TI, geram distorções harmônicas. Essas distorções deformam a forma de onda da tensão e da corrente, provocando aquecimento excessivo em cabos, transformadores e capacitores. O resultado aparece depois, em forma de falhas recorrentes e queimas inesperadas.
5. Trocar equipamento sem tratar a causa é um erro caro
Um dos erros mais comuns é substituir o equipamento queimado sem investigar a origem do problema. O ciclo se repete: troca-se o equipamento, ele volta a queimar e a sensação é de que “o equipamento é ruim”. Na realidade, o ambiente elétrico continua hostil.
6. A análise de qualidade de energia muda o jogo
Somente com medições é possível entender o que realmente está acontecendo na instalação. Análises de qualidade de energia permitem identificar variações de tensão, harmônicas, desequilíbrios e eventos de surto. Com dados concretos, as decisões deixam de ser corretivas e passam a ser estratégicas.
Após o diagnóstico, as soluções são direcionadas: correção de fator de potência, filtros de harmônicas, proteção contra surtos, balanceamento de cargas e ajustes na demanda. Cada ação atua diretamente na causa raiz do problema, e não apenas no sintoma.
Equipamento queimado não é acaso — é sintoma.
Por trás da falha estão perdas invisíveis: parada de operação, queda de produtividade, riscos elétricos e até incêndios. A energia ruim pode demorar a cobrar, mas a conta sempre chega. Cuidar da qualidade da energia é sair do modo “apagar incêndios” e começar a proteger ativos, pessoas e resultados. Energia boa preserva. Energia ruim cobra.
Diagnóstico certo hoje evita prejuízo amanhã
Pare de remendar falhas. Proteja sua operação. Fale com a G2 e faça um diagnóstico técnico antes que o próximo equipamento pague a conta.
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