Carregamento de carros elétricos em condomínios: qual potência escolher?

Com a expansão dos veículos elétricos nas garagens residenciais, uma dúvida se tornou cada vez mais comum entre síndicos, administradoras e moradores: qual potência de carregamento o condomínio realmente precisa?

As principais opções são 3,5 kW, 7,4 kW, 11 kW e 22 kW em corrente alternada (AC). Porém, a escolha não deve considerar apenas a potência máxima do carregador. É necessário avaliar o perfil de utilização, a infraestrutura elétrica existente, a quantidade de veículos e os requisitos de segurança contra incêndio.

No condomínio, o carro normalmente fica horas carregando

A lógica do carregamento residencial é diferente da encontrada em eletropostos de alta potência.

Na maioria dos condomínios, o veículo permanece estacionado durante a noite por aproximadamente 8 a 12 horas. Portanto, não é necessário recuperar toda a autonomia em poucos minutos.

Essa janela de carregamento permite trabalhar com potências menores, utilizando melhor a infraestrutura elétrica disponível e evitando o dimensionamento desnecessário de toda a instalação para altas demandas simultâneas.

3,5 kW, 7,4 kW, 11 kW ou 22 kW?

Cada potência atende a uma necessidade diferente.

3,5 kW AC: pode ser uma alternativa quando o objetivo principal é reduzir a potência simultânea e o veículo permanece muitas horas conectado.

7,4 kW AC: é uma solução bastante adequada para carregamento residencial noturno. Em 220 V, corresponde a aproximadamente 32 A e oferece uma boa relação entre tempo de recarga e potência necessária.

11 kW AC: pode ser interessante para veículos compatíveis e empreendimentos com maior disponibilidade elétrica.

22 kW AC: exige uma infraestrutura significativamente mais robusta e deve ser adotado somente quando houver necessidade real de maior velocidade, compatibilidade do veículo e capacidade elétrica para atender essa potência.

Um ponto importante: um carregador de 22 kW não significa necessariamente que o veículo irá carregar a 22 kW. A potência efetivamente utilizada também depende da capacidade do carregador embarcado do próprio veículo.

A IT-30 do CBMMG também precisa entrar no projeto

Em Minas Gerais, a implantação de sistemas de recarga de veículos elétricos em edificações precisa considerar, além do dimensionamento elétrico, os requisitos de segurança contra incêndio estabelecidos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

A IT-30 do CBMMG estabelece critérios relacionados às instalações destinadas à recarga de veículos elétricos e deve ser considerada no desenvolvimento do projeto de segurança e da infraestrutura de recarga do condomínio.

Isso significa que não basta definir a potência do carregador e instalar um circuito elétrico até a garagem. O projeto precisa considerar também a localização dos pontos de recarga, os dispositivos de proteção, o sistema de desligamento de emergência e a integração com as medidas de segurança contra incêndio aplicáveis à edificação.

Em projetos condominiais, essa análise deve ser realizada desde o início para que a infraestrutura elétrica e o sistema de segurança contra incêndio sejam concebidos de forma integrada.

O problema não é ter vários carregadores. É ter vários carregadores sem gerenciamento

Imagine um condomínio com 30 vagas equipadas com carregadores de 7,4 kW.

Se todos operassem simultaneamente em potência máxima:

30 × 7,4 kW = 222 kW

Isso não significa que o condomínio necessariamente precise disponibilizar 222 kW exclusivamente para recarga.

Como os veículos permanecem conectados por várias horas, um sistema de gerenciamento dinâmico de carga pode distribuir a potência disponível entre os veículos, considerando também o consumo dos demais equipamentos do condomínio.

Quando a demanda do edifício aumenta, a potência destinada à recarga pode ser reduzida. Quando a demanda diminui, mais potência pode ser disponibilizada aos veículos.

Essa estratégia permite ampliar o número de pontos de recarga sem simplesmente multiplicar a potência nominal de todos os carregadores.

Recarga individual ou compartilhada?

Para vagas com carregamento individual, 7,4 kW AC pode ser uma referência adequada para muitos projetos residenciais, enquanto 3,5 kW pode ser considerado quando existe uma estratégia específica para limitar a demanda simultânea.

Já em uma arquitetura compartilhada, o projeto pode utilizar gerenciamento inteligente para distribuir a potência disponível entre diversos veículos.

Em determinadas aplicações, quando existe necessidade de carregamento mais rápido, também pode ser avaliada uma solução em corrente contínua (CC), como uma estação de 30 kW, desde que a infraestrutura elétrica e o perfil de utilização justifiquem essa configuração.

O ponto central é que a potência do carregador deve ser consequência do projeto elétrico e de segurança, e não o ponto de partida.

O projeto elétrico vem antes do carregador

Antes de definir a potência e a quantidade de carregadores, é necessário analisar a instalação existente.

Entre os principais pontos estão:

• capacidade da entrada de energia;
• demanda atual do condomínio;
• transformadores e quadros elétricos;
• alimentadores e prumadas;
• queda de tensão;
• quantidade de vagas;
• número de veículos simultâneos;
• tempo de permanência dos veículos;
• possibilidade de expansão futura;
• sistema de gerenciamento de carga;
• dispositivos de proteção;
• requisitos da IT-30 do CBMMG e demais normas e regulamentações aplicáveis.

Essa análise é especialmente importante em condomínios existentes, nos quais a infraestrutura elétrica foi originalmente dimensionada sem considerar dezenas de veículos elétricos carregando durante o mesmo período.

G2 Energia: projeto de recarga com engenharia elétrica e segurança

A G2 Energia desenvolve projetos de infraestrutura para carregamento de veículos elétricos em condomínios em Belo Horizonte e região, atuando desde a análise da instalação elétrica e definição da potência adequada até o projeto executivo, implantação e gerenciamento inteligente de carga.

Nos projetos de múltiplos pontos, a empresa avalia a capacidade da instalação, a demanda existente, a expansão prevista e a necessidade de gerenciamento inteligente de recarga, buscando preservar a infraestrutura elétrica do condomínio e permitir o crescimento gradual dos pontos de recarga.

Além do dimensionamento elétrico, a implantação deve considerar os requisitos de segurança contra incêndio aplicáveis, incluindo as exigências da IT-30 do CBMMG, para que a infraestrutura de recarga seja planejada de maneira integrada à segurança da edificação.

Seu condomínio está preparado para receber múltiplos pontos de recarga?

Fale com os especialistas da G2 Energia e avalie a infraestrutura elétrica, o gerenciamento de carga e os requisitos de segurança antes de instalar os carregadores.

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